quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Expo Universal - Xangai 2010.

Antes de falar sobre a próxima edição da exposição vale a pena explicar o que ela é....

A Expo Universal é uma feira de caráter global montada regularmente em um canto distinto do planeta. Ela procura englobar temas que afetam uma vasta parcela da experiência humana, focando normalmente, um período específico da humanidade. Requere-se de cada país participante aItálico criação de espaços em pavilhões que contenham relação direta com o tema propsto e sejam projetados, preferencialmente, a partir do zero. Como consequência, muitas nações competem para realizar a mais espectacular e notável estrutura. Algumas vezes, são usadas estruturas pré-fabricadas (como é o caso do Brasil desde 1992) para minimizar os custos para as nações em desenvolvimento, ou em outros casos, ocorre a partilha do espaço entre países de mesma área geográfica . São organizadas desde 1851 e já foram sediadas por países como Inglaterra, França, Itália, Portugal, EUA, Canadá, Japão, entre outros. Em 2008 foi a vez de Saragoça, na Espanha.
O objetivo principal do evento é discutir temas, trocar idéias e criar soluções para os mais diversos problemas enfrentados na atualidade. É indíscutível a riqueza e pluralidade de realidades que são apresentadas. Mas fato é, que bons frutos são colidos ao final de cada edição, como é o exemplo da Torre Eifel que foi projetada para essa ocasião em 1889 e hoje é um dos maiores marcos da arquitetura glogal.


O tema da exposição em 2010 será "Cidade Melhor, Vida Melhor" com 150 experiências inovadoras em habitação, trânsito, meio ambiente, novas energias e espaço público de todo o mundo. Todas escolhidas pelos anfitriões da feira, os chineses. Nesse ano o Brasil será representado por um pavilhão projetado pelo arquiteto Fernando Brandão. A representação nancional em Xangai, terá uma bola de futebol e um Cristo redentor como elementos mais visíveis e será instalada em um espaço alugado, construído por chineses.

Para diversos arquitetos, apesar dos 70milhões que serão investidos no espaço, o Brasil desperdiça a oportunidade de se destacar e de promover sua arquitetura na nova potência mundial. Foi organizado um concurso apenas entre os membros da associação de arquitetos ASBEA, cujo autor do pavilhão vencedor é da diretoria da instituição.

No passado, pavilhões brasileiros eram verdadeiros marcos arquitetônicos e já foram de responsabilidades de ícones como Oscar Niemeyer e Lúcio Costa em 1939 na cidade de Nova York. Ou em 1970 em Osaka, Japão com Paulo Mendes.

É uma pena que um evento de tanta importância e destaque aconteça ainda apenas em territórios tão afastados. Vale a pena ficar de olho, mesmo que de longe, nas prospostas que serão apresentadas e nas bandeiras que serão levantadas pelos países participantes. Afinal, provavelmente muita coisa boa vai surgir para guiar os rumos do desenvolvimento nos próximos anos.

Se houver algum corajoso pronto para desbravar um mundo repleto de carácteres inentendíveis, o site oficial o evento é: http://www.expo2010.cn/

Para os interessados, em português, os pavilhões de alguns países participantes: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=825640

Abaixo, as fotos que mostram a proposta externa e interna para o pavilhão brasileiro.





Fontes:
*Caderno Folha Ilustrada de domingo dia 23/8.
*Wikipédia.

Fica a dica!

Gostaria de compartilhar alguns links que considero interessantes. Apesar de alguns deles não estarem diretamente relacionados à arquitetura, todos servem de inspiração e referência para trabalhos e pesquisas futuras. Tendo em vista que o blog também é espaço de troca e que a internet oferece um mundo inteiro de possibilidades, poderíamos todos postar aqui propostas de sites que valem a pena serem visitados.

Seguem alguns:

GALERIA CHOQUE CULTURAL - http://www.choquecultural.com.br/
Infelizmente localizada em SP, essa galeria traz um acervo imenso de artistas e exposições super bacanas que já rolaram por lá em seu site.

OBVIOUS - http://blog.uncovering.org/archives/arquitectura/
Blog com algumas loucuras da arquitetura conteporânea, pérolas dos tempos passados e projetos interessantíssimos que não saíram do papel.

LUPA - http://www.lupaonline.com.br/blog/
Blog com atualidades diversas áreas.

REVISTA GUDI - http://www.projetogudi.com/
Revista online de fotografia e design gráfico.

IDEAFIXA - http://www.ideafixa.com/
Esse último fundi as duas descrições anteriores: blog com atualidades diversas áreas e revista online de design gráfico.

Enjoy!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Exposição Vik.


O agora belíssimo museu Inimá de Paula sedia até o dia 2 de novembro uma exposição com obras do artista paulista Vik Muniz. Em seu acervo, o artista traz imagens criadas com materiais mais que inusitados. São utilizados desde arames, linhas, sucata, poeira, brinquedos e tinta, até alimentos não perecíveis como o chocolate, caviar, massa de tomate entre outros. A escolha para utilização dos materiais é extremamente minuciosa e na maioria das vezes está intimamente relacionada ao significado da imagem. Aparecendo em alguns casos com um forte elo social, como é o caso da obra “O depois” constituída de inteiramente de lixo. Ou em outras situações, possuindo apenas um significado subjetivo para o autor. Evidenciando uma característica que aparece em muitos de seus trabalhos: representar o grande através do pequeno.
O objetivo de Vik Muniz era a criação de imagens que permitissem ao observador múltiplas interpretações e o artista consegue alcançar seu objetivo com perfeição. Por mais que todas as suas obras sejam criadas com materias considerados sem valor agregado pela arte, conseguem transmitir ao espectador a mensagem visual e psicológica que portam.

Ao final da visita, fica a mensagem para quebrar um paradigma do mundo das produções criativas:

"O cérebro não colhe idéias no canteiro do ócio. É sobretudo pela interação material, pelo trabalho, pelo esforço e, em última instância pelo fracasso, que nós nutrimos nosso banco de idéias."
VIK MUNIZ.

Performance "Batendo Ponto"



BATE PONTO, PONTO BATE, BATE PONTO, PONTO BATE.




A concepção da performance "Batendo Ponto" surgiu através de uma das relíquias da Escola de Arquitetura, que fica num canto esquecido do edifício, e passa quase que despercebida por todos os estudantes e frequentadores do prédio: o relógio de ponto. Por um longo tempo, esse local foi passagem obrigatória de todos os funcionários da escola. E por esse motivo, é carregado de uma subjetividade sentimental, ou seja, cada indivíduo que passa por aquele lugar carrega consigo emoções próprias e únicas, provenientes de suas experiências de vida.

A idéia original partiu exatamente desse ponto: todos os dias as pessoas que chegam ali no início ou no término de sua jornada de trabalho, passando pelo local para cumprir a sua obrigação de “bater ponto”, se encontram em um estado de espírito diferente. Estado de espírito este, que é claramente caracterizado pela expressão facial de cada um. Alegria, tristeza, preguiça, pressa, desânimo, enfim, frente à máquina é possível se verificar uma verdadeira multiplicidade de faces. Sendo assim, planejávamos nos organizar em fila e ao “clec” do cartão sendo marcado encenaríamos uma dessas faces características que pelo menos 1 vez por dia se deparam com o equipamento em questão.

Formado por 6 integrantes o grupo aprimorou e incrementou a idéia original dando como resultado a performance nos vídeos que serão postados em breve. Não me cabe a função de explicar com detalhes a mensagem que esperávamos passar. Até porque ao contrário do que pensávamos anteriormente, o recado foi dado e captado com sucesso. Mas fato é que a performance desencadeia uma série de reflexões interessantes...


  • Será que o abandono dos relógios bate-ponto analógicos e a ascensão dos digitais acarretou também uma melhoria nas condições de vida das pessoas que precisam passar por esse ritual todos os dias?

  • Até quando somos capazes circular por essa fila sem se encurvar diante da rotina?

  • Quando o som emitido por essa máquina e que caracteriza a mecanização dessa ação deixa de ser notado e passa a ser como o som de um tambor que ressoa apenas em nossas consciências?

Às vezes não paramos para pensar nos inúmeros significados que possuem as ações que praticamos corriqueiramente. Se parássemos, talvez não as praticássemos com tanta freqüência assim.